quarta-feira, 17 de julho de 2013

Em cima, embaixo

Era um dia só, mas não tinha uma só coisa para fazer. Eram várias. Especificamente duas. Um cinema, um teatro. Como se fossem tão opostos, eram tão complementares.
O teatro era dela.
O cinema dele. Pelo tema.
Ela em cima, ele embaixo. Não que essa fosse a posição preferida.
Certo mesmo eram eles no mesmo andar, na mesma sala, na mesma boca.

Mas o acaso fez o contrário. E sabe-se quando vai ser de novo, de novo.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

o vento

-E pra onde você quer ir?
A pergunta veio como um tiro. Não era uma resposta certeira. Nem rápida. Pra onde?
-Pro alto. - arriscou.
-Por que?
Ela não hesitou entre a resposta e o por que. Essa sim era uma pergunta difícil. Aliás, a resposta que era. O alto. Que há de tão importante lá em cima que a fazia querer chegar? O alto. Alto. Auto. Conseguiu ver cidades de lá de cima, pessoas, sorrisos. Caminhos. Mas a resposta veio diferente.
-Porque venta.
-E o que o vento tem de especial?

-Balança o cabelo.
Ela riu. Não precisou pensar para essa. E descobriu o que era essa sensação que buscava.