Foram 365 dias.
365 novos recomeços.
Respirações.
Lágrimas.
Dia após dia,
se convencendo de que não era pra ser.
De lembranças,
de novas tentativas de amores.
Encontros frustados.
Na verdade, dois.
Desilusões.
Três, exatamente.
Falas repetidamente lidas,
repensadas,
re-entendidas.
Músicas re-escutadas.
As juras secretas feitas,
ao contrário do que canta a música.
A trilha sonora se refez todos os dias,
as fotografias,
as risadas.
As bolhas de sabão,
365 vezes recriadas.
Necessariamente.
365 dias
e nenhum dia a mais,
nem a menos.
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Aláele
Paixão.
Paixões.
Duram minutos ou horas.
Duram um olhar.
E assim foi. Uma paixão de olhar. De 2 dias, há muito tempo.
Mas paixões duram uma eternidade toda.
E se vão. As vezes abrem ciclos. Como foi esse caso.
E voltou pra fechar.
E, como o mar, que leva a onda e traz.
Apareceu no momento certo.
E eu não aprendo.
Mas tem como não sonhar?
Paixões.
Duram minutos ou horas.
Duram um olhar.
E assim foi. Uma paixão de olhar. De 2 dias, há muito tempo.
Mas paixões duram uma eternidade toda.
E se vão. As vezes abrem ciclos. Como foi esse caso.
E voltou pra fechar.
E, como o mar, que leva a onda e traz.
Apareceu no momento certo.
E eu não aprendo.
Mas tem como não sonhar?
quinta-feira, 23 de abril de 2015
Alegre Porto
Já era pra estar longe, há muito tempo.
Acontece que a vida tem dessas coisas de te surpreender em um outro lugar.
Sozinha.
Quatro livros para suprir as horas que seriam solitárias.
Mas ela não aprende a lição que "a gente nunca está sozinho".
E, as pessoas certas ocupavam aquele lugar.
Tinha gente por todo o lado. Queridos.
E almofadas. Das mais coloridas.
Os olhos se cruzaram ainda na sala.
Acontece que a vida tem dessas coisas de te surpreender em um outro lugar.
Sozinha.
Quatro livros para suprir as horas que seriam solitárias.
Mas ela não aprende a lição que "a gente nunca está sozinho".
E, as pessoas certas ocupavam aquele lugar.
Tinha gente por todo o lado. Queridos.
E almofadas. Das mais coloridas.
Os olhos se cruzaram ainda na sala.
O olho sabia muito bem pra onde mirar.
Um dia, pra dar uma emoção a mais.
Cabelo.
Política.
Cerveja.
Maria Rita.
Por-do-sol.
Foi um fim de semana só.
Emoção demais pra caber naqueles poucos dias.
Foi um fim de semana só.
Emoção demais pra caber naqueles poucos dias.
Começou sabendo que ia acabar.
Acabou sabendo que ia encher um tantinho aquele coração.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Não ia ter graça sem trilha sonora
A reportagem falava de musa. Deles, claro.
O Lenine com suas 120 musas. Deles, porque ele mesmo tinha uma só e fazia tempo.
A reportagem lembrava a inspiração de tantas músicas. Na verdade, era um lembrete para as trilhas sonoras de tantas inspirações.
Explico:
O poema mais triste tinha sido num chão de um quarto de empregada, quando as lágrimas pareciam, pela primeira vez, não acabar. Ainda menina, ela colocou Lenine no rádio para chorar por quem, pela primeira vez, mostrou que sofrer fazia parte de qualquer romance. Mesmo o primeiro, que pela lei de ser feliz, devia durar pra sempre. O romance não era, mas o amor deles, isso ela não teve dúvidas anos depois.
Aquele casal teve, entre eles, indiscutivelmente, o Lenine. Ah! E o Seu Jorge e a Ana Carolina, claro! Que estavam presentes no primeiro beijo, e no segundo, e nas noites e noites de conversas e abraços. Aconteceu, então, que ficou impossível não chorar quando o desejo era só saber em que rua eles iam se encontrar.
E cantou o Chico na reportagem. O coração parou por alguns eternos segundos.
Como não lembrar do show, do Rio, da asa delta, do táxi quase perdido e do exato momento que aquela música tocou? Nesse instante, o celular foi firmemente apertado para mandar mensagem para quem, na época, fazia o coração vibrar.
Era essa palavra. Vibrante. Foi.
A música do Chico, ao fundo, foi a inspiração de tantos e tantos poemas pra escrever pra quem ensinou que amar não é prisão. É o contrário. E que, na verdade mesmo, a gente nunca está sozinho. Nem no metrô, no vagão diferente de todos os seus amigos. Tinha sido um bom começo.
Sobre o fim... já sabíamos. O que não o fez menos triste. Na rodoviária, sentada na escada, vendo o último ônibus partir. As lágrimas seguradas segundo a segundo para espera-lo, ao menos, virar a esquina. Eis que, ao toque de uma mensagem pelo celular, as lágrimas explodiram. Foram horas do próprio Chico que começou tudo, e de Paulinho da Viola, e de tantos outros (e outras, como a Elis cantando atrás da porta).
Agora, o coração era mais treinado. E ela sabia das possibilidades.
Mas as canções do Chico e do Lenine, naquela reportagem, lembraram que não era a primeira vez. Muito pelo contrário. Mas pensou que eles eram musos das histórias dela.
Não ia ter graça sem trilha sonora.
E resolveu escrever para agradecê-los por dar tanta cor àquela vida. Eram musos e musas de tantas inspirações.
Escreveu o agradecimento com uma música do Ismael Serrano e o cd todo do Arnaldo Antunes, claro.
O Lenine com suas 120 musas. Deles, porque ele mesmo tinha uma só e fazia tempo.
A reportagem lembrava a inspiração de tantas músicas. Na verdade, era um lembrete para as trilhas sonoras de tantas inspirações.
Explico:
O poema mais triste tinha sido num chão de um quarto de empregada, quando as lágrimas pareciam, pela primeira vez, não acabar. Ainda menina, ela colocou Lenine no rádio para chorar por quem, pela primeira vez, mostrou que sofrer fazia parte de qualquer romance. Mesmo o primeiro, que pela lei de ser feliz, devia durar pra sempre. O romance não era, mas o amor deles, isso ela não teve dúvidas anos depois.
Aquele casal teve, entre eles, indiscutivelmente, o Lenine. Ah! E o Seu Jorge e a Ana Carolina, claro! Que estavam presentes no primeiro beijo, e no segundo, e nas noites e noites de conversas e abraços. Aconteceu, então, que ficou impossível não chorar quando o desejo era só saber em que rua eles iam se encontrar.
E cantou o Chico na reportagem. O coração parou por alguns eternos segundos.
Como não lembrar do show, do Rio, da asa delta, do táxi quase perdido e do exato momento que aquela música tocou? Nesse instante, o celular foi firmemente apertado para mandar mensagem para quem, na época, fazia o coração vibrar.
Era essa palavra. Vibrante. Foi.
A música do Chico, ao fundo, foi a inspiração de tantos e tantos poemas pra escrever pra quem ensinou que amar não é prisão. É o contrário. E que, na verdade mesmo, a gente nunca está sozinho. Nem no metrô, no vagão diferente de todos os seus amigos. Tinha sido um bom começo.
Sobre o fim... já sabíamos. O que não o fez menos triste. Na rodoviária, sentada na escada, vendo o último ônibus partir. As lágrimas seguradas segundo a segundo para espera-lo, ao menos, virar a esquina. Eis que, ao toque de uma mensagem pelo celular, as lágrimas explodiram. Foram horas do próprio Chico que começou tudo, e de Paulinho da Viola, e de tantos outros (e outras, como a Elis cantando atrás da porta).
Agora, o coração era mais treinado. E ela sabia das possibilidades.
Mas as canções do Chico e do Lenine, naquela reportagem, lembraram que não era a primeira vez. Muito pelo contrário. Mas pensou que eles eram musos das histórias dela.
Não ia ter graça sem trilha sonora.
E resolveu escrever para agradecê-los por dar tanta cor àquela vida. Eram musos e musas de tantas inspirações.
Escreveu o agradecimento com uma música do Ismael Serrano e o cd todo do Arnaldo Antunes, claro.
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