Foram 365 dias.
365 novos recomeços.
Respirações.
Lágrimas.
Dia após dia,
se convencendo de que não era pra ser.
De lembranças,
de novas tentativas de amores.
Encontros frustados.
Na verdade, dois.
Desilusões.
Três, exatamente.
Falas repetidamente lidas,
repensadas,
re-entendidas.
Músicas re-escutadas.
As juras secretas feitas,
ao contrário do que canta a música.
A trilha sonora se refez todos os dias,
as fotografias,
as risadas.
As bolhas de sabão,
365 vezes recriadas.
Necessariamente.
365 dias
e nenhum dia a mais,
nem a menos.
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