Cruzaram os olhares.
Faticamente, cumprimentaram-se.
Era sempre a mesma coisa, nessas ocasiões.
Ocorreu-lhe, desta vez, querer saber.
-Uma bebida.
Ele assustou, mas entendeu.
-Qualquer uma?
-Quente.
-Café!
-Gelada?
-Cerveja!
Silêncio.
Ela escondia um sorriso de satisfação e olhou para a porta.
Não perguntou mais nada.
Ele a encarou: -Só isso?
-Só.
Concordaram, em silêncio, que isso definia tudo.
Era ele quem escondia a satisfação agora.
O elevador chegou.
Não se despediram.
Entretanto, sorriram.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário