Ela queria ser Maria.
Passou-lhe pela cabeça, um instante, que podia ser Joana ou Alice.
Podia ser qualquer nome que existisse mais do que 3.
5 mil, ela pensava. No mesmo lugar.
Daqueles nomes que quando se grita numa sala, muitas pessoas olham.
Mentira. Ela gostava de ter aquele nome.
Lembrava sempre de um poema que recebera de um dos amores da vida,
"Tem tão pouca gente com seu nome, que pode ser usado como adjetivo"
Era do Mundo de Sofia,
Era de outro país
Era ela.
Mas hoje, queria ser Maria.
Queria escrever um bilhete, assinar e enviar para ele
e ele se questionar: quem?
Mas isso não acontecia, claro.
Não podia mandar bilhetes,
não era anonima.
Não podia ser.
E quis, aquele dia, ser Maria.
segunda-feira, 20 de junho de 2016
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