São Paulo pulsa.
Em meio aos prédios gigantes, as pessoas circulam por todos os lados.
Cores preenchem a estação da Luz. Cinza até tomarem seus lugares.
Lá de cima, segundos para essa variação. Constante.
Os garis, verdes, cantavam juntos. Quando laranjas, cantaram junto.
Hoje, cantam entre eles.
Gritavam Revolução. E riam. Talvez pela ideia absurda que essa palavra trazia.
A madrugada fria esvaziava a rua e trazia os que, de fato, são donos dela.
Cambaleando, rindo, choravam.
O solo de guitarra preenchia o coração, enquanto isso.
O céu, limpo, mostrava uma Lua distorcida.
Tão mais bonita em outros lugares, Ela se escondia diante da infinitude paulistana.
Tanta coisa pra olhar lá embaixo. Ela sabia disso.
Mãos para o alto.
Não era assalto.
Era mudança.
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