Ela caminhava como se fosse pro fim.
Ela caminhava e percebia os detalhes que ali se mostravam.
Era o CD que ela comprou como forma de materializar aquele show, primeiro.
Ou o livro, cuidadosamente indicado.
Era a árvore que ora se mostrava florida, ora despedaçada.
Isso dava uma certa consciência de que era tempo demais
Suficiente para recordações demais
e momentos,
e fatos,
e, finalmente, vazio.
Eram muitas músicas que lembravam alguma coisa de algum dia qualquer.
O quadro na parede,
o carro amarelo.
Os planos no mapa.
Era triste desistir depois de tudo...
como as palavras não conseguiam dizer algo proibido para aquela boca,
calou-se.
E continuou caminhando,
em silêncio.
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