terça-feira, 18 de novembro de 2014

não era sexo, era amor.

Abraço. E mais abraços.
4 anos resumidos ali, naquele restaurante. Trabalho, amores, novos planos.
- Ainda bem que não deu certo, ontem! Eu não estava la nos melhores dias... Fui tomar uma cerveja!
- E eu não bebo mais. Quem diria hein?!
- É... agora sou eu quem bebo.
- E ta procurando alguem pra casar?
- Não agora neh?!
- Andei pensando sobre relacionamentos. E cheguei na conclusão que é preciso honestidade. As vezes, omitem pensando num falso altruísmo. Muito mais do que fidelidade, é preciso honestidade.
Baixou a cabeça. Era exatamente isso. Faltava honestidade. Se olharam. Quem diria hein!?
- Hoje era o dia certo pra falar isso! Uma coisa meio óbvia neh?! Honestidade.
- E respeito. Respeito consigo e com o próximo.
- Mas eles não fazem por mal. Voce sabe né?!

Ela contou dos casos passados. Ele contou um pouco também. Ela falou das viagens. Ele também. E se entenderam. Era tanta saudade pra matar.
- Mas cade a menina que eu conhecia?
- Mas cade o cara que eu conhecia?

Se olharam e falaram mais. Por muito tempo. Se entenderam como há muito não faziam. Mãos, braços. Oito anos. Quatro anos. E parecia que eles tinham se visto ainda aquele dia. Tanto amor ali, naquela praça.
Tanta energia naquele encontro que parecia não poder acabar.
Ela acordou chorando. Foi dormir sorrindo.
Era muito amor pra deixar guardado.
Não era sexo. Era amor.
Do mais puro nectar.

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